Olho o passado e sem o ver procuro, o dia em que o tempo não volta atrás, estou só, isolado entre o presente e esse momento, peço por ti, chamo por ti, peço mais um dia, leva-me contigo, se nesta noite falarmos, nada percebemos do que dizemos porque assim será melhor, e a seguir jogámos a palavra à sorte, e nada vamos dizer, porque o que não se diz é muito mais forte, e a palavra, leva-a contigo porque atrás dela irei, para quê dizer se já o sabemos, para quê ouvir se já o escutámos, desta vez, se alguém perder que seja eu....que seja eu.
"nenhum outro ruído é tão inquietante como aquele que sobra das palavras que se não dizem." Júlio Montenegro