Não existe palavra que traduza o sentimento que trago dentro de mim, não existe verdade possível que possa clarificar a mentira deste momento, no fundo do corredor encontro o silêncio, o escuro e o vazio, pelo caminho vou revendo rostos cravados no meu íntimo, vou olhando para um lado e para o outro e descubro o que por descobrir ficou, lentamente percorro este caminho turtuoso, devagar vou sentido cada passo, cada lembrança, cada momento, todos vão aparecer, falta saber quando, tenho sempre em mente a escolha de seguir em frente ou de voltar atrás, por vezes convém olhar para trás para ter a certeza de que nada me persegue, por vezes convém parar, reflectir, ponderar para depois continuar, o fim da linha está próximo, pelo menos o escuro acaba já ali....quem sabe, quem sabe.
"nenhum outro ruído é tão inquietante como aquele que sobra das palavras que se não dizem." Júlio Montenegro