É o outro
amor, não aquele que se vê, que se toca, que se pode sentir e até viver. É o
outro, o outro amor. É aquele amor que conhece de costas, que vê de olhos
fechados e que toca sem nunca ter tocado. É o amor que ouve o silêncio, que
vive sem ter provado da vida. É o outro amor, aquele que todos guardamos de
todos, aquele amor que é só nosso e que só nós o conhecemos. É o amor verbo, o
amor que não quer colo, o amor das três da tarde. É o único amor que é capaz de
ser o outro, o outro amor.
"nenhum outro ruído é tão inquietante como aquele que sobra das palavras que se não dizem." Júlio Montenegro