O silêncio, o mais puro dos saberes, não compromete, é sábio em todas as situações, nas dramáticas, nas não dramáticas, nas tristezas e nas alegrias, é uma dádiva, um encontro com o nosso ser, é a palavra da nossa alma, é o nosso consciente, o silêncio faz-nos sentir, faz-nos saber, percorre o nosso olhar, vê coisas que estão por descobrir, abre o nosso horizonte, transmite serenidade, alimenta-se de tolerância e diz-nos o que queremos ouvir.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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