Toda a viagem tem um fim, sabemos da sua existência, o que não sabemos é o que vamos encontrar até descobrirmos esse fim, por vezes o caminho é solitário, silencioso e angustiante, outras vezes, o caminho é ruidoso, cheio de vozes e controvérsias, podemos sempre olhar para trás, mas nunca podemos voltar, durante a caminhada, paramos, reflectimos, corremos e não pensamos, construimos o que somos, o nosso destino é um, até lá a memória do que fomos é a verdade para continuarmos a ser.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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