Gostava de ter o poder de mudar o rumo destas palavras, gostava de olhar para elas e dizer o quanto as admiro, o quanto as venero, gostava de senti-las e observá-las, fechado com elas numa sala repleta de cultura e silêncio, de olhos abertos e ouvidos moucos, janelas corridas e planos que nada valem ao seu saber, palavras inteiras ou pela metade, palavras que entendem as outras, vozes surdas que lutam sem consequência, abraços e gestos sentidos, pensamentos levados pela força de um vento que jamais os pode devolver, passado que é o presente do nosso triste futuro, restam as palavras, as ditas palavras, as tais, aquelas por quem não esquecemos.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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