Não
sei porque o faço, não sei porque o deixei de fazer, a verdade é que sinto
falta das palavras, não consigo viver sem elas, sinto a sua alma e a sua
essência, sinto o que fazem por mim, olho para dentro de cada uma delas e
revejo a minha personalidade, o meu desejo , a minha angústia, olho para cada
uma delas como únicas, olho para a sua história e para o seu passado e não me
esqueço do que querem de mim no presente e do que farão de mim no futuro, não
sei o que pensam de mim, sei que existem e que querem ser conhecidas, sei que
me fervilham no pensamento e me deixam inquieto, as palavras que guardei
durante este tempo levaram-me para sítios onde nunca estive, percorri o mundo
sem nunca ter saído desta esfera redonda, vi pessoas que não sei se existem,
vivi sentimentos que jamais senti e mergulhei num mar ainda por descobrir, este
é o poder das palavras, este é o poder do nosso querer, da nossa vontade, do
nosso destino, é o lugar onde tudo pode acontecer, o momento imaginário, o grito do silêncio, o chão onde pisamos, estas são as palavras, simples, anónimas, caras, presunçosas, materiais, imortais, meigas e respeitosas, são tantas, são as que escrevo e as que ainda vou escrever, são as que penso e que não me deixam adormecer, são as que sinto, as que mudam de significado, as que sonho, as que vejo no escuro, são intemporais, infinitas e inesgotáveis.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama
Comentários
Enviar um comentário