É o outro
amor, não aquele que se vê, que se toca, que se pode sentir e até viver. É o
outro, o outro amor. É aquele amor que conhece de costas, que vê de olhos
fechados e que toca sem nunca ter tocado. É o amor que ouve o silêncio, que
vive sem ter provado da vida. É o outro amor, aquele que todos guardamos de
todos, aquele amor que é só nosso e que só nós o conhecemos. É o amor verbo, o
amor que não quer colo, o amor das três da tarde. É o único amor que é capaz de
ser o outro, o outro amor.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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