Há luto e agonias nos pedaços de corpos que repousam uns sobre os outros, nós, os que desenham, intentam o traço e libertam as formas onde o olhar e as mãos gostam de repousar, onde pernoitam as estrelas e os anjos, onde os lápis se confessam calados e a sabedoria se perde.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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