Sem
rumo, meio termo, partido, inacabado, como se de um lado se tratasse, só semblante,
separado do meu intento que finaliza o absoluto de mim. Grosseiro, desesperado
e isolado, arredado do outro lado que me cativa, desse lado do olhar, do
sorriso intempestivo, do lado que tarda em chamar. Nem presente de, nem
distante ou passado do, é um quase tudo cheio de nada e um nada quase cheio de
tudo. Pois é, a norte ou a sul, é trapézio sem rede, à espera de uma palavra,
de um sentido, de um qualquer gesto, de um dia. A inquietude do caminho que
visto aos meus olhos não se conforma com a lentidão do despertar. É uma demora
contínua que exaspera o presente, abdico da ausência de mim, da omissão do meu
querer, do silêncio das minhas palavras, suporto tudo o que a vida me quiser
dar, aqui, agora e para sempre.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama
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