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Agora


Sem rumo, meio termo, partido, inacabado, como se de um lado se tratasse, só semblante, separado do meu intento que finaliza o absoluto de mim. Grosseiro, desesperado e isolado, arredado do outro lado que me cativa, desse lado do olhar, do sorriso intempestivo, do lado que tarda em chamar. Nem presente de, nem distante ou passado do, é um quase tudo cheio de nada e um nada quase cheio de tudo. Pois é, a norte ou a sul, é trapézio sem rede, à espera de uma palavra, de um sentido, de um qualquer gesto, de um dia. A inquietude do caminho que visto aos meus olhos não se conforma com a lentidão do despertar. É uma demora contínua que exaspera o presente, abdico da ausência de mim, da omissão do meu querer, do silêncio das minhas palavras, suporto tudo o que a vida me quiser dar, aqui, agora e para sempre.

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