Desconhecido e tão presente, sentimento único, realidade comum, estás comigo como o ar que respiro, não te vejo mas sinto-te, fazes parte de mim, estás no meu pensamento, é constante e verdadeiro, é simples e grandioso, não te vou aprisionar, não te vou querer, simplesmente te vou ouvir, simplesmente segredar ao teu ouvido o sentimento constante do meu coração.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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