Avareza, um dos pecados mortais, também um dos mais comuns nos dias de hoje, estar agarrado a algo ou ser mesquinho, nem sempre é sinónimo de depreciação, ser somítico ou avarento ao próximo e à tentativa de conseguir vê-lo sorrir através das nossas acções é um acto nobre, mas o senso comum diz-nos que um avarento é sovina, agarrado aos bens materiais, ao dinheiro, então, e como todos, sem excepção, pelo menos um dia das nossas vidas provou deste pecado, lembremo-nos do sentimento que isso provocou em nós, aqueles que se arrependeram, que mostraram que esse não era o seu legado, o seu lema, conscientes do que somos e do que temos, transportemos a nossa avareza para o desejo mais nobre do nosso coração, seja ele qual for.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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