Desculpem o meu atrevimento, não estou capaz de transformar a minha ira, a minha raiva no mais doce e coerente pensamento, na maioria das vezes a vida não é justa, não é para mim, não é para ninguém, por vezes acordamos com aquela sensação de querer dizer tudo o que pensamos, de querer justificar o injustificável, a verdade é que ao longo deste tempo injusto, no meu coração, tenho encontrado um caminho de tranquilidade, de apaziguamento, de bondade que, nestes momentos, me dão a capacidade de parar, escutar e olhar, a verdade é que existe alguém que me consegue acalmar, que me faz reflectir, e então vem o silêncio, aquele que para mim é o maior aliado da sabedoria.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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