Na verdade, ao ver-te aí sentada no colo, a choramingar e a lutar contra o sono, decidi ir devagar, com medo de falhar, não sabia se esse era o caminho, o caminho para te encontrar, o caminho para te poder desvendar, para te poder entender, fui ao encontro do teu sono, a tentar procurar o que sabes de mim, a tentar procurar o teu desejo, sem entender o teu pedido, sabia que pedias e chamavas por mim, daqui para aí, um tempo, uma vontade, falas na tua língua, na língua dos anjos, falas com o teu olhar, com as tuas mãos, olhas na minha direcção, esboças um sorriso e pedes, pedes de mim tudo o que sou, e eu, dentro do teu sonho, sou tudo o que queres que seja.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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