Quando o teu corpo tocou uma parte do meu e fez tornar um recanto de ser num sol acordado e instante pecado do sereno, o desejo acontece por fim, foi um mar que te deu e o teu canto mudou, a verdade arrancou, no meu peito aterrou e o meu sopro morreu, dá-me um quarto vazio, vou deixar-te na tua fala e na pele que há em mim e de que nada sabes, vou tornar a ser, tornar a ver, vou ser o gigante adormecido, a música que me faz, o texto que me escreve, sem palavra, só melodia, só gesto, não sou mais que uma gota de luz ou uma estrela que cai, sou tudo e nada, não sou mais que um gracejo de Deus e um jardim de beijos sem idade. É tudo e é nada.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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