A palavra Não, uma vez que a conhecemos, somos incapazes de a esquecer, é capaz de tudo e ausente de nada, é a palavra que retrata o castigo enquanto mais pequenos e a palavra proibida numa verdade que queremos descobrir enquanto crescidos, depois deixa de fazer sentido e pensamos na volta que lhe podemos dar, na versão do momento, podemos confrontar o Não com o querer, com a vontade da mudança, com o espelho da indiferença, olhemos os 10 mandamentos, apenas num deles não é usada a palavra não, honrarás teu Pai e tua Mãe, em todos os outros podemos ler e interpretar a palavra Não como negação de algo, a verdade é que a despedida do Não é triste e deixa-nos no vazio, todos precisamos dele, e acreditem, ele precisa de ser dito, é uma das palavras mais bela, forte e sincera que conhecemos.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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