E, assim todos os textos devem terminar, sem ponto final, porque deixam o pensamento aberto, porque deixam as palavras por dizer serem ditas, porque prefiro escrever-te sem fim, amar-te sem fim, viver-te sem fim, abraçar-te entre vírgulas e pontos de interrogação, prefiro inventar metáforas e recriar a ideia de uma exclamação para além de todas as letras, e...
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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