E, assim todos os textos devem terminar, sem ponto final, porque deixam o pensamento aberto, porque deixam as palavras por dizer serem ditas, porque prefiro escrever-te sem fim, amar-te sem fim, viver-te sem fim, abraçar-te entre vírgulas e pontos de interrogação, prefiro inventar metáforas e recriar a ideia de uma exclamação para além de todas as letras, e...
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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