Não é verdade, nem sempre triunfa o mal, por vezes nós é que nos deixamos levar por essas vitórias, culpabilizar os outros pelas nossas fraquezas reflecte uma atitude passiva e conivente com os interesses do mal, levantar a cabeça, olhar de frente os problemas, ver neles o desafio próprio da nossa verdade, lutar por ideais nobres, justos e honestos, mesmo que isso seja reflexo de impunidade para o mal, aí está a nossa grandeza.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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