Quando pensamos dizer uma coisa e não encontramos a palavra certa, ficamos entre dois espaços, entre pensamentos que se cruzam, sonhos que fervilham, vontades que se rendem, ideias que transpiram verdade, então procuramos e vamos à descoberta, descobrimos a palavra de uma forma incessante, sofregamente, até que chegamos ao nosso destino e descobrimos que existem palavras soltas no interior de um qualquer cofre sem chave....e então perguntamos, onde estás tu?
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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