Vozes que se levantam, pensamentos que se elevam, revolta e incerteza, desilusão e impotência, gritos só ouvidos se estivermos com atenção ao silêncio que nos rodeia, gritos desesperados no olhar de uma criança, gritos desesperados nas lágrimas de um velho, gritos desesperados na vontade de um jovem, gritos que toleramos com a nossa intenção de fazer de conta que não nos ouvimos, sim, é verdade, nós não nos conseguimos ouvir!!
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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