Onde
estás tu que não te vejo, onde escondes esse abraço que suspiro, que torna
santo o meu culto desconhecido. Recusas o texto do teu olhar e namoras a
verdade das palavras que só se escutam no silêncio, buscas no adjectivo uma
forma de murmúrio e agarras o verbo numa fala descuidada. Desejo esse teu
templo perdido, entre os cachos da lua cheia e a imensidão do infinito, ia
jurar que ainda sinto o rasto do teu cheiro, mas o que mais impressiona neste
sufoco de doces aflições são os domingos da vida.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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