Onde
estás tu que não te vejo, onde escondes esse abraço que suspiro, que torna
santo o meu culto desconhecido. Recusas o texto do teu olhar e namoras a
verdade das palavras que só se escutam no silêncio, buscas no adjectivo uma
forma de murmúrio e agarras o verbo numa fala descuidada. Desejo esse teu
templo perdido, entre os cachos da lua cheia e a imensidão do infinito, ia
jurar que ainda sinto o rasto do teu cheiro, mas o que mais impressiona neste
sufoco de doces aflições são os domingos da vida.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama
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