A beleza nem sempre é sentida, nem sempre é vivida, traduz-se num qualquer gesto que, por nós apreciado, nos enche de verdade, de orgulho ou de prazer, a beleza está em todas as coisas, em todos os lugares, em qualquer pormenor, só precisamos de estar atentos e abertos à sua presença, a beleza olha-nos a cada esquina, a cada encontro, a beleza fala-nos em qualquer memória, em qualquer língua, a beleza somos nós, a beleza somos todos e nenhum de nós.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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