Somos chamados por um comportamento ordinário, digno, altruísta, capaz de sensibilizar, somos colocados perante situações que nos alimentam o espírito, que nos fazem sorrir, sentir bem, mas, na verdade somos traídos por aqueles que desse comportamento fazem cúmplice a mentira, a angústia e a intolerância, por aqueles que com tudo na mão ainda conseguem tirar-nos alguma coisa, assim não vale a pena, assim só lutamos contra um facto, contra a nossa própria dignidade.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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