Ousamos ser aquilo que não conseguimos ser, ousamos ter aquilo que não conseguimos ter, no entanto não pensamos na pessoa que somos e naquilo que temos, não pensamos na importância que temos para outros, não pensamos que outros desejavam ter uma pequena parte daquilo que temos, por muito pouco que seja, então podemos concluir que, procuramos nos outros o desígnio da nossa própria vida.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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