Sobre a nossa relação com o próximo, tanto para dizer, tanto que explicar, provavelmente pensamos em palavras soltas e vazias, pensamos no que aprendemos e no que nos foi dito, pensamos na reflexão do que somos aos olhos de quem nos vê, a nossa relação com os outros, não deve senão ser encarada com um único propósito, o de acompanharmos a verdade dos nossos sentidos e o de sermos parte única no mundo de cada um deles.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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