A aventura que nos é demonstrada quando nos sentimos com vida, a merecedora recompensa que é poder olhar, sentir, cheirar e viver cada minuto da nosso existência é muitas vezes devastada pelo nosso pensamento e pela nossa carência individual, a preocupação com algo só faz sentido quando esse algo é merecedor dessa preocupação, e aí, nós somos julgados e juízes, dependemos sempre da nossa racionalidade, se procurarmos nos outros problemas, encontraremos em nós um problema ainda maior.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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