Um dia acordamos e desejamos qualquer coisa que nos parece impossível de realizar, acontece-nos com alguma regularidade, esse desejo normalmente não se realiza, mas porque temos esse desejo?...porque desejamos tanto um pensamento e nos esquecemos de aceitar o seu próprio julgamento?...porque queremos tanto quando oferecemos nada?...porque não nos limitamos, simplesmente, a ser...
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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