Ouvir-te, sentir-te é simplesmente o que me faz levantar, o que me faz falar e pensar, o que me faz lutar, abrir os olhos e ponderar todas as acções e comportamentos que tenho durante o dia, sabes o que sinto, o teu ser inunda o meu pansamento, reflecte as minhas emoções, saber que estás presente, que respiras, que sonhas, és a minha tolerância, o meu respeito, o meu mistério, és a minha verdade, a minha vida, a minha saudade, és tudo isto em mim porque em mim sei que nada sou sem ti.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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