Toda a viagem tem um fim, sabemos da sua existência, o que não sabemos é o que vamos encontrar até descobrirmos esse fim, por vezes o caminho é solitário, silencioso e angustiante, outras vezes, o caminho é ruidoso, cheio de vozes e controvérsias, podemos sempre olhar para trás, mas nunca podemos voltar, durante a caminhada, paramos, reflectimos, corremos e não pensamos, construimos o que somos, o nosso destino é um, até lá a memória do que fomos é a verdade para continuarmos a ser.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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