Escrevo-te dos arredores do teu sonho mais profundo, não muito longe do templo da tua palavra, entre a verdade e a inquietude da mesma, entre a lua cheia e o sol que desperta. Quase jurava que a brisa que sinto a bater no meu peito faz viver um mar de emoções, arrasta em mim o cheiro do teu pensamento, um vasto e acreditado silêncio como a sabedoria, esculpido que está o teu olhar na figura audaz que domina o vale do destino, mas o que mais impressiona neste sufoco em que me enredo de doces aflições são os versos que suspiram do nome e que dizem, por caminhos já traçados, vivemos do fascínio que falam em metáfora, vivemos a alma que nos despe com o olhar, vivemos num outro ruído que sobra das palavras que se não dizem...
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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