E se um dia retorquir, se um dia soltar a minha intuição, se um dia fizer uma pintura sem nenhum recado, assim, encurralado no meu próprio papel, naquele que me atribuiram, sou capaz de vir até junto a ti, acender a minha verdade, reflectir sobre o pensamento e levitar com a mesma leveza que esse sorriso traduz, porque tudo pode ser substituído pela escrita sem nunca me importar com as consequências desse acto e da sua gramática, quem sabe, é apenas semântica, aquela que fala com palavras nunca ditas, aquela que busca o sujeito e o provérbio, essa mesmo, aquela que vive dentro de nós.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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