Em
torno de ti rodopiam os meus sentidos e regressam as vontades figuradas, no teu
colo nasce um sedento desejo, uma encenação do teu vestido curto, um modo de
estar onde o medo e o amor se conjugam. Finalmente, fechas os olhos e deixas em
mim o momento que sobra das palavras que se não dizem.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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