Mil
vezes o coração bate desesperado, outras mil inquieto e mil vezes magoado, mil
vezes ele bate por amor e outras mil por indiferença, mil vezes ele bate
inutilmente e outras mil arrependido, mil vezes ele bate extasiado e outras mil
mimado e acarinhado, mil vezes bate em silêncio e outras mil apaixonado, e
depois de tantas mil vezes bater, chegamos a números que não cabem numa vida.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
Comentários
Enviar um comentário