Sentir o que senti, viver o que vivi, mostrar o que nunca vi, saber aquilo que fazer, ter o meu viver para dar e para vender, saber que fico por ter o que não tenho, eu sei, sei que fico e que peço aos céus, ainda que eles caiam, quero ser o que sou e o que sou nesse amor me revejo, triste é viver, já nem vou mais chorar, gritar, mostrar, deixei, tratei de sentir e não mentir, amar e querer mostrar, ver-te assim já sem saber de ti, rasguei o teu destino, quis ser o que fui e de nada me vale fugir, a viagem começou e cedo vou saber, que sinais vou ver, sou o que sou e o que sou deixou de ser, resta-me o teu olhar, a tua forma, o teu querer, os teu olhos e o teu silêncio, resta-me o céu que em ti existe e o destino que em ti mora, sim, ainda que caiam os céus.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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