Perdi
a voz na vida, uma razão de quatro ventos e dois gritos que não deixam sair as minhas
asas, o caminho que não é o castigo, é a ilusão de um silêncio que acaricia o céu
e esquece a dor. Invento horizontes e cubro o adormecer com um dia frio de
vitórias e gostos desmedidos. Quero viver o inesperado e saber que o simples é
vivido sem preconceitos, com gratidão e amizade, quero pintar as paredes que me
rodeiam de cores vivas, gestos nobres e momentos únicos, quero os teus olhos,
quero dizer mais e falar menos, quero esquecer a luz e viver na penumbra do
diz-me tu, diz-me tu se a solidão faz pensar e ver melhor na escuridão, diz-me
tu onde estão os meus passos, diz-me por onde vão, e as memórias, e as páginas
em branco, quem as vai escrever, quem as vai ler. Só quero afastar a tristeza
de um coração sem cor e sem melodia, quero dizê-lo baixinho, quero a tua poesia
e a tua alegria, quero soletrar bem devagar as palavras que nunca te direi, quero
soltar os mesmos quatro ventos e seguir-te ainda que caiam os céus.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama
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