Ir ao teu encontro, saber o teu desejo, partilhar o teu destino, não sou senão o teu rosto, a tua expressão, tento saber o que fazes de mim, sou a tua tentação, nas tuas mãos me deixo levar, na tua nobreza me deixo afogar, perante ti encontro o meu porto, vejo em ti o sentimento que jamais poderá ser explicado por palavras, relembro o que fui e o que sou perante a tua justiça e a tua face, na tua definição não encontro provérbio, encontro gestos, olhares e caminhos que de igual forma moldam a perfeição das tuas letras, estás em mim porque em mim foste presença e tenacidade, de corpo e alma cumpro o que te prometi....jamais te deixarei.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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