Esta vontade que das palavras advém, sem qualquer razão, que me levam por caminhos desconhecidos e efémeros, que fazem suar o calor dos sentidos, que renunciam ao silêncio e me deixam esgotado de acções, que permanecem na mais terna vontade de te dizer, não posso deixar o castigo na ausência, fico à espera e luto para que esse mar não desapareça, vou escrever e talvez vença este longo caminho, leva-me, leva-me e esconde-me em ti, contigo venço a dor do silêncio e a memória do passado, não tenho lágrimas porque me despiste de sentimentos que um dia tive, se quiseres assim, sou o teu mundo e o teu beijo, se olhares, eu vou, quando vieres distante, agarra-me no tempo e diz-me que nada foi em vão.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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