Enquanto jovens, digam o que disserem, consideramos a vida como sem fim e usamos o nosso tempo com prodigalidade. No entanto, quanto mais velhos ficamos, mais tempo desejamos. Durante a velhice, cada dia vivido desperta uma sensação semelhante ao de uma consciência delinquente a dirigir-se para o abismo, o próprio tempo, na sua juventude, dá passos bem mais lentos. Por conseguinte, o primeiro tempo de vida é não só o mais feliz, mas também o mais longo, e deixa muito mais lembranças, sendo que cada um poderia contar muito mais coisas sobre ele do que sobre o segundo tempo. Como na primavera ou verão do ano, também na da vida os dias acabam por tornar-se incomodamente longos. No outono ou inverno de ambos, tornam-se mais breves, porém mais serenos e constantes.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
Comentários
Enviar um comentário