Manterei a certeza da dignidade e tolerância ao ponto de não cair na tentação de me tornar carente aos olhos do mundo, porque a manifesta razão da carência alheia, desperta a verdadeira realidade da nossa própria carência, o que alguns não sabem, outros saberão, carentes de princípios, de valores e de verdades, assim foram, assim continuarão a ser e assim serão, não tenho como comum o julgamento mas vivo a ser julgado, não tenho como comum a mentira mas vivo com ela todos os dias, a carência assim se reflecte, não como comum, mas como uma vivência permanente, que nos toca, que nos fala e que nos ouve.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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