Manterei a certeza da dignidade e tolerância ao ponto de não cair na tentação de me tornar carente aos olhos do mundo, porque a manifesta razão da carência alheia, desperta a verdadeira realidade da nossa própria carência, o que alguns não sabem, outros saberão, carentes de princípios, de valores e de verdades, assim foram, assim continuarão a ser e assim serão, não tenho como comum o julgamento mas vivo a ser julgado, não tenho como comum a mentira mas vivo com ela todos os dias, a carência assim se reflecte, não como comum, mas como uma vivência permanente, que nos toca, que nos fala e que nos ouve.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
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