Terra de gigantes, de feitos e adversidades, de montes e vales, de estreitos e largos caminhos, lugares desconhecidos e apertados, lugares sem pensamento e sem vontade, onde os muros são altos e as janelas difíceis de alcançar, onde se perde muito ou se ganha nada, nada que neste momento é tudo, por esse caminho sombrio, existe uma palavra que está escrita em cada pedra, em cada passo, a palavra esperança, consumida pela verdade e pela audácia, recriada pela dignidade, sofrida mas proveitosa, escondida mas verdadeira, com ela e por ela chegaremos, juntos, ao fim.
Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.
Comentários
Enviar um comentário