Não
é muito relevante pensar se é o corpo o caminho mais fácil das mãos quando na procura
do coração questionamos os sentidos. Não é muito perturbante saber se a paixão
é o acessório do olhar ou se é na dor que intentamos o prazer. Não é muito
inquietante saber de nós se o que sabemos de nós partir da sabedoria dos
outros. O nosso caminho tem sempre escolha, é essa escolha que define o conceito
de felicidade, nada é mais simples de tão enigmático.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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