Na procura da quietude. Porque a minha vontade tem o tamanho do meu mundo. Porque o meu alento determina a passagem pelo tempo. Sou próprio de lançar um grito dentro de mim, um grito que é capaz de arrancar saudade da verdade, que exclama palavras em todos os verbos, que trespassa a lua. Eu sou capaz de acontecer através desse grito, contra tudo que se depara perante mim, contra tudo e todos que se levantam no meu caminho, até contra mim próprio. Eu quero. Quero muito desviar este desânimo do meu texto, de vencê-lo mais uma vez e uma vez mais, sempre. Porque a minha vontade descobre, faz-me emanar, ressurgir, porque a minha força é inextinguível.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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