Foi
este o dia escolhido, foi hoje como podia ter sido outro qualquer. São momentos
como este que me fazem duvidar, não sei se chore, se ria, se fique triste ou se
me alegre, sei e tenho a certeza que só existe uma palavra para o descrever,
obrigado. Obrigado porque consigo olhar a cor do céu, obrigado porque sinto o
arrepio, o deslumbre, a saudade e a paixão, obrigado pelo silêncio e pela
vontade desmedida, obrigado porque sei que gostas de mim, obrigado porque reconheço a amizade que tens
por mim, obrigado pelas palavras que escuto e por aquelas que também leio,
obrigado pelas oportunidades que me vais concedendo, obrigado por me deixares
ouvir aquela música, obrigado por me manteres de pé, obrigado pela força e pela
coragem, obrigado pela tua voz e pelos teus conselhos, obrigado pelo abraço e
pelo aconchego, obrigado por estares sempre presente, obrigado pela verdade e
por me deixares reconhecer a mentira, obrigado porque me ensinaste a desculpar,
obrigado pela compaixão e serenidade, obrigado porque estás sempre pronta para
me ouvir, obrigado por caminhares sempre ao meu lado, obrigado por lembrar e
saber de outros que contigo se cruzaram, obrigado por seres quem és para mim,
obrigado pelas palavras que ainda me faltam dizer-te, obrigado vida…
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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