Hoje,
o tempo que parou e que ficou em ti, o tempo que não tive para agradecer, o que te perdi, os sorrisos que não te mostrei, as lágrimas que
não viste cair, a razão que sussurraste nesse tempo, o teu tempo. Mulher, Mãe, Avó
e Bisavó não por esta ordem mas por outra qualquer, ternura, vida, memória,
força incontornável, sempre de braços abertos, o teu nome, a tua luz,
a tua presença, a tua falta…, de madrugada, a cevada acompanhada com torradas de
meiguice e de palavras que nos alimentavam a alma e nos faziam crescer, sorrisos e apertos de mão inesquecíveis, olhos atentos à força do mar, os
mesmos olhos meigos e decididos, combatente de causas sempre justas, eterna
amiga e confidente de tantas almas, escudo e muralha de tanta gente,
foste o acontecer do caminho que traçaste, foste o sentido do amor que deste à vida, foste o que ficou em nós, e continuarás a ser...,sempre.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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