Verdade, aquela que gosta de perceber o que passa na cabeça das pessoas, se simples fosse não existia o pensamento e a forma como podemos ver os outros com a nossa verdade, ponderamos e tentamos fazer o que achamos certo, por vezes conseguimos e o olhar é sorridente de quem nos vê, a alegra o nosso sentido, outras vezes falhamos, humanamente cruel e imperdoável a outros olhos, para nós, um processo de crescimento e reflexão, mesmo sendo capazes de pensar antes de agir, um pensamento mal interpretado por nós, leva-nos a uma acção intolerante e impulsiva, resta a forma de como, a partir daí, somos capazes de olhar e entender a nossa dignidade.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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