Uma nova era se avizinha, um novo tempo, um novo mundo, uma nova página, talvez até, o fim de um capítulo nunca acabado, quem sabe, nunca o saberemos, a verdade é que não estamos preparados para os tempos vizinhos, ainda não, ainda temos muito a aprender, a descobrir, a respeitar, a destruição é iminente, as nossas acções são, cada vez mais, desviantes, existe, por assim dizer, um retrocesso de pensamento, de atitudes, de verdades, somos pequenos, muito pequenos, diria que, invisíveis aos olhos da mãe natureza, somos os responsáveis pela sua revolta e nem por isso temos a dignidade de a respeitar, de lhe pedir desculpa, de mudar o nosso comportamento, um novo livro está a ser escrito, falta saber qual será o nosso papel, leitores ou protagonistas?
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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