A caminhada prossegue e o tempo passa por nós sem pedir licença, somos chamados à razão das nossas acções na altura em que a nossa cabeça se encosta ao travesseiro, muitas vezes o resumo faz-nos sorrir, outras vezes sonhar e outras chorar, somos a pensar o porquê desta ou daquela atitude, somos a realçar este ou aquele comportamento, somos a pensar nesta ou naquela pessoa, o mais importante é fazer de nós a esperança e nunca o lamento.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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