Pede, mas pede em consciência, sempre que falamos baixinho, sempre que desabafamos com o nosso íntimo, as palavras que dizemos não são audíveis pelos homens, no entanto elas não morrem no silêncio, elas são ouvidas pelo nosso coração, por ele são tratadas e pensadas, nessa altura, as palavras são o teu pensamento, o pensamento do teu coração, da tua essência, é legítimo e bondoso, é altruísta e verdadeiro, quando assim é, o teu comportamento arrisca e a tua vontade é transmitir a todos aquilo que o coração te ordenou, pede, mas pede com coração, só assim poderás ser ouvido.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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