Conta uma história, relata o que vês, o que sentes, escreve, fala, mergulha no teu íntimo, deixa-te levar pela tua memória, fala da acção, de um romance ou até do medo que sentes, poderás falar de tudo, tudo mesmo, não deixes de o fazer, nem que para isso inventes um amigo, uma personagem, fala com ele e por ele, será a tua inspiração, o teu Eu, será a tua melhor critica, o teu melhor conselho, leva o triste ao mais puro dos sentidos, sorri para a angústia e liberta a tua vontade, a tua certeza, salta muros e fronteiras, viaja pela tua alma sem destino, procura o começo de tudo, a origem, a porta de entrada, quando a descobrires...descobrirás a resposta!
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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