Para afastar o meu pensamento, para iluminar o meu dia, falta-me bem mais do que a certeza destas pelavras, falta-me soltar na noite o que no meu íntimo me sufoca, falta-me gritá-lo aos quatro ventos e mostrá-lo aos sete mares, falta-me ser aquilo que não sou ou então dizer baixinho aquele que me sustenta, aquele que me alcança, aquele que deixa em mim um arrepio, aquele que é perfeição, aquele que se diz lentamente e se soletra muito devagar, aquele que dá força, aquele que me faz seguir, o teu nome, meu amor.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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