Para afastar o meu pensamento, para iluminar o meu dia, falta-me bem mais do que a certeza destas pelavras, falta-me soltar na noite o que no meu íntimo me sufoca, falta-me gritá-lo aos quatro ventos e mostrá-lo aos sete mares, falta-me ser aquilo que não sou ou então dizer baixinho aquele que me sustenta, aquele que me alcança, aquele que deixa em mim um arrepio, aquele que é perfeição, aquele que se diz lentamente e se soletra muito devagar, aquele que dá força, aquele que me faz seguir, o teu nome, meu amor.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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